Transportes Amigos Unidos - Mobilidade Fluminense

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Transportes Amigos Unidos

Em 1957, o transporte por ônibus era realizado pelos antigas e famosas "lotações", 16 sócios se reuniram para criar a Empresa de Lotação Bons Amigos.

O nome foi baseado em uma fábrica de carrocerias que existia na época. No ano seguinte, a empresa passou a se chamar Transportes Amigos Unidos. Na época de sua fundação, a Amigos Unidos possuía 26 ônibus e cerca de 60 funcionários. Ficava sediada na Rua Adalberto Ferreira, no bairro do Leblon e operava a linha Gávea x Leme, que fazia dois itinerários circulares:  um por Botafogo e outro por Copacabana.

Nos anos 50 e início dos anos 60, a empresa tornava-se conhecida entre os usuários mais pela linha do que pelo nome. Ou seja, a Amigos Unidos era a Gávea x Leme. Os sócios, por sua vez, eram chamados de agregados. Em 1963, o então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, decretou fim das lotações, dando início ao transporte por ônibus convencionais, os chamados agregados passaram a ser acionistas da empresa.

Em 1964 possuía aproximadamente 40 carros com as linhas 591 e 592, mas logo depois, a Viação Taquara (49000) repassou as linhas 545 e 555 para a TAU. Em 1967/68, a empresa possuía 58 carros, explorando as linhas 545 – 555 – 591 – 592 foi quando a empresa acabou arrematando os 40 carros da Viação Taquara com as linhas 583 e 584.

Em 1969, a empresa possuía uma frota grande para época (100 carros), com as seguintes linhas:

545 Hotel Leblon x Rocinha
555 Hotel Leblon x Barra
583 Cosme Velho x Leblon via Jóquei
584 Cosme Velho x Leblon via Copacabana
591 Gávea x Leme via Copacabana
592 Gávea x Leme via Jóquei

Sua expansão continua nos anos 70, quando absorve parte da Transportes Acre Ltda (16500), assumindo assim, linhas como exemplo: (Ex. 521/558). A Transportes São Silvestre (37500) assumiu a outra parte (Ex. 511). Desde então, a Amigos Unidos foi crescendo em linhas e frota.

A empresa transferiu sua sede do Leblon para a garagem do Jardim Botânico, possuindo outra garagem na Rocinha. Após protestos de vizinhos pela sua localização e com a falência da coligada Transportes Mosa, vendeu sua garagem em 2002 e transferiu sua sede administrativa para a antiga garagem da Mosa em Ramos.

Após a transferência da sede para Ramos, foi construído um novo prédio para a administração na garagem da Rocinha. Com a inauguração das novas instalações na Rocinha, parte da equipe administrativa foi transferida para este local. Desde então, a empresa passou a funcionar em Ramos e na Rocinha. Cada garagem possui autonomia e administrações próprias, funcionando a garagem de Ramos como matriz e a da Rocinha como filial.

Em 1987, com a falência da Auto Viação Colúmbia, absorveu um lote de linhas ligando o Centro da cidade aos bairros de São Conrado e Barra da Tijuca. Três anos depois, com a crise da CTC-RJ em 1990, passou a operar um lote de linhas nos Centro da cidade e no bairro de Santa Teresa em pool com a Viação Verdun. Em 2004 a empresa saiu do pool.

Devido à obras do Governo Federal, a garagem da Rocinha foi trocada em permuta com o governo do estado do Rio de Janeiro pela antiga garagem de Triagem da CTC-RJ, empresa estatal em processo de liquidação.

Em julho de 2009, a empresa formou um pool com a coligada Viação Oeste Ocidental - que enfrenta grave crise financeira - na linha 397 (Largo da Carioca x Campo Grande via Bangu), em função das constantes reclamações sobre a operação da linha. Inicialmente cedendo veículos, que aos poucos foram transferidos e repintados para a Ocidental, passou a dividir o pool com as empresas Auto Viação Bangu e Transportes Campo Grande após acidente com mortes envolvendo com veículo da Ocidental na linha 397 em setembro de 2009.

A frota da empresa, de 250 ônibus distribuídos em Ramos (147 veículos) e Triagem (103 veículos), era composta principalmente por veículos adquiridos usados de outras empresas e transferidos da coligada Oeste Ocidental. Como conseqüência, apresentava uma das maiores idades médias dentre as empresas cariocas, encontrando-se em mau estado de conservação ou inoperante devido à crise financeira que se abate sobre a empresa.

Em março de 2009 a empresa repassou os Comil Svelto que faziam a linha Metrô Siqueira Campos x Barra da Tijuca (Expresso Barra) para Viação Oeste Ocidental, que numa tentativa de se recuperar os colocou na linha 397 Tiradentes x Campo Grande Expresso.

Em Setembro de 2009 a Viação Oeste Ocidental teve sua garagem lacrada, sendo impedida de circular por 6 dias. Quando liberada, esses mesmos carros voltaram a Amigos Unidos, sendo pintado novamente com a identidade visual da empresa e colocados em circulação com o ar condicionado desligados incialmente na linha 175 Central x Barra da Tijuca, sendo depois transferidos de volta para a linha 397, mas ostentando identidade visual da Amigos Unidos.
De acordo com ranking elaborado pela Secretaria Municipal de Transportes, divulgado em 10 de março de 2010, a Amigos Unidos foi considerada a quarta pior empresa de ônibus do município, com 19,93 pontos, acima do ponto de corte de 13,69

Com a licitação dos ônibus na cidade do Rio de Janeiro em 2010 a empresa foi extinta e suas linhas transferidas para os consórcios de Empresas (Internorte, Intersul, Transcarioca e Santa Cruz).

Durante décadas a empresa TAU criou e extinguiu linhas de ônibus:

541 e 542 Rocinha x Mourisco - Extintas em 1965.
545  Rocinha x Gávea criada em 1965 e extinta em 1989.
547 Barra da Tijuca x Hotel Leblon extinta em 1965 e recriada em 1983 com o trajeto Rocinha x Botafogo. Extinta novamente em 1992.
548 Rocinha x Leme criada em 1984 extinta em 1987.
553 São Conrado x Leme via Niemeyer criada em 1974 e extinta em 1987.
554 Barra da Tijuca x Gávea criada em 1973 extinta em 1988.
555 Cidade de Deus x Gávea (espelho da 750 e atual 550). Criada em 1965 e extinta em 1989.
556 São Conrado x Novo Leblon (Joá, Barrinha, Ponte Velha, Av. das Américas). Criada em 1980 e extinta em 1988.

Em janeiro de 1970, circulavam apenas duas linhas de ônibus na Avenida Niemeyer:


545 Rocinha x Hotel Leblon
555 Barra da Tijuca x Hotel Leblon

Em agosto de 1973 as seguintes linhas circulavam pela avenida Niemeyer:

521 Vidigal x Mourisco
522 Vidigal x Mourisco
545 Rocinha x Marquês de São Vicente
553 Leme x São Conrado
554 Gávea x Barra da Tijuca
555 Gávea x Cidade de Deus
750 Gávea x Cidade de Deus
Além das linhas especiais Campo Grande, Base Aérea de Santa Cruz, e Restinga de Marambaia, ambas com ponto final no Aeroporto Santos Dumont.

A Transportes Amigos Unidos operou as linhas:

Mourisco x Bairro Peixoto ( Lotação ) 1960
591 Gávea x Leme via Botafogo -  (1964 )
592 Gávea x Leme Via Copacabana ( 1964 )
545 Hotel Leblon x Rocinha ( 1967 )
554 Barra da Tijuca x Leblon ( 1974 )
555 Hotel - Leblon x Barra ( 1967 )
583 Cosme Velho x Leblon via Joquei ( 1967 )
584 Cosme Velho x Leblon via Copacabana ( 1967 )
521 Vidigal x Mourisco Via Copacabana ( 1973 )
522 Vidigal x Mourisco Via Joquei ( 1973 )
558 Horto x Lido ( 1973 )
555 Cidade de Deus x Gavea ( 1983 )
174 Estrada de Ferro x Gávea ( 1987 )
175 Estrada de Ferro x Alvorada ( 1987 )
176 Estrada de Ferro x São Conrado ( 1987 )
523 Leme x Barra da Tijuca ( 1987 )
524 Botafogo x Barra da Tijuca ( 1987 )
556 São Conrado x Barra da Tijuca
158 Central x Gávea  ( Alteração ) 2001


Documentário Policial: Linha 174

O sequestro do ônibus 174 foi um episódio marcante da crônica policial do Rio de Janeiro.
No dia 12 de junho de 2000, às quatorze horas e vinte minutos, o ônibus da linha 174 (atual 158) Central x Gávea da empresa Amigos Unidos ficou detido no bairro do Jardim Botânico por quase 5 horas, sob a mira de um revólver, por Sandro Barbosa do Nascimento, vítima da antiga Chacina da Candelária.

O sequestro do ônibus teve um final triste com a morte de uma das vítimas Geísa Firmo Gonçalves e do sequestrador.

Em novembro de 2001, a linha 174 mudou de número para 158, para não mais lembrar esse triste acontecimento.



Em 2008 foi produzido o filme "Última Parada 174". O filme é baseado na história verídica de Sandro Barbosa do Nascimento, menino de rua do Rio de Janeiro que sobreviveu à chacina da Candelária e sequestou o ônibus mantendo várias pessoas reféns sob posse de um revólver.
O filme chegou a ser escolhido pelo Ministério da Cultura como representante do Brasil na disputa ao Ósca de melhor filme estrangeiro na cerimônia de 2009, mas não foi escolhido.




Fonte:
Instituto Tolerância
Ônibus da Cidade

Fotos:
Cia de Ônibus

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